ANTES DA BOLA ROLAR
O cenário para o segundo jogo da semifinal da Copa Sul-Americana era todo favorável ao Vasco da Gama: vitória fora de casa, Maracanã lotado, time motivado. Bastaram, porém, três minutos para toda a vantagem se desfazer. Ao longo do jogo, o Vasco da Gama deu ao Boca oportunidades e os argentinos não perdoaram e eliminaram o ruzmaltino em pleno Maracanã.
PRIMEIRO TEMPO
Como já era esperado, o jogo começou tenso, com jogadores das duas equipes praticando um futebol truculento e pressionando a arbitragem. Num descuido da defesa vascaína, o Boca Juniors abriu o placar aos 3 minutos, em cobrança de escanteio de Blanco: o zagueiro Di Lollo levou a melhor sobre o vascaíno Sosa. 1 a 0 para o time argentino.
Depois do gol, o Vasco entendeu que estava jogando uma semifinal de competição sul-americana contra o Boca Juniors e aumentou a intensidade na marcação e nas jogadas rápidas de transição, chegando mais vezes ao ataque.
Precisando correr atrás no placar, o Vasco se expôs aos contra-ataques da equipe argentina e, justamente numa jogada de muita velocidade pelo lado esquerdo da defesa vascaína, o Boca Juniors conseguiu o segundo gol. Saldivia afastou mal, a bola ficou com o Boca. Villa acertou um lançamento perfeito para Merentiel, que, cara a cara com Léo Jardim, ampliou: 2 a 0 para o Boca.
A equipe brasileira até tentou reagir e chegou algumas vezes perto do gol adversário, mas os jogadores do Boca Juniors pareciam possuídos e se movimentaram por todos os cantos do campo. Era possível ver no mínimo dois argentinos em cada metro de gramado onde a bola estava. E o primeiro tempo terminou com vantagem para o time do Boca.
SEGUNDO TEMPO
No intervalo, o sentimento de indignação tomou conta da torcida do Vasco. Muitos reclamaram da falta de maturidade da equipe no início da partida, pois o time cedeu à pressão do Boca mesmo jogando em casa.
Contudo, os jogadores voltaram para o segundo tempo e a torcida cantou que o Vasco é o time da virada. O canto parece ter entrado no DNA dos atletas, que imprimiram outro ritmo ao jogo. Esse empenho foi recompensado aos 20 minutos: Cuiabano cruzou na área, a bola resvalou na defesa do Boca e sobrou para Puma, que fez uma linda finalização de trivela no canto direito do goleiro Montero. 2 a 1.
O Vasco da Gama pressionava e frequentava o ataque, mas o Boca suportou a pressão. Dava a impressão de que esperava um vacilo do adversário para matar o jogo. E o vacilo veio: o camisa 5 Paredes recebeu a bola na entrada da área vascaína, arriscou de muito longe, a bola pegou efeito e o goleiro Léo Jardim engoliu. 3 a 1 para o Boca, que, no agregado de 3 a 2, conquistou a vaga para a final da Copa Sul-Americana de 2026.
Do lado do Vasco da Gama, restou a desolação de uma torcida que rapidamente deixou o Maracanã.
Copa Sul-Americana 2026 – Semifinal (jogo de volta) Vasco da Gama 1 x 3 Boca Juniors
Escalação do Vasco da Gama: não informada no original.
Escalação do Boca Juniors: Montero, Lozano, Di Lollo, Herrera, Blanco, Battaglia, Ascacíbar, Delgado, Flores, Villa e Merentiel.
Arbitragem: Jesús Valenzuela (VEN), auxiliado por Jorge Urrego (VEN) e Tulio Moreno (VEN). VAR: Juan Soto (VEN).
Público: 66.026
Renda: 6.962.208,50
